Blog Metlivi

Como escolher um local de retorno para cada item que você vai guardar

Depois de decidir o que guardar, defina um lugar claro de retorno para cada item começando por onde você o usa, com que frequência recorre a ele e quem precisa ter acesso. Coloque os itens de uso diário perto de onde são utilizados, agrupe objetos que atendam à mesma atividade e reserve os locais de armazenamento menos acessíveis para itens ocasionais. Um bom local é fácil de encontrar e fácil de guardar de volta; ele não precisa envolver um novo organizador nem um cômodo perfeitamente arrumado.

30 de setembro de 20267 min de leituraEstética cotidiana e expressão pessoalPor Metlivi Editorial Team
Seção 1

Comece pela atividade, não pela categoria

Em vez de perguntar apenas “Onde ficam os itens parecidos?”, pergunte: “Onde eu uso isto?”. Uma caneca geralmente é mais útil perto do local onde é servida ou abastecida; um bloco de notas usado para listas domésticas deve ficar próximo de onde essas anotações são feitas. O papel do item em uma atividade rotineira oferece uma primeira escolha prática para o seu lugar definitivo.

Esse método de ponto de uso é uma aplicação doméstica da ideia de organizar materiais com base em seu fluxo: o Centro Canadense de Saúde e Segurança Ocupacional (CCOHS) recomenda armazenar materiais acessados com frequência próximos uns dos outros para apoiar o fluxo de trabalho. Em uma residência, isso sugere manter juntos os objetos usados na mesma rotina, próximos ao local onde essa rotina acontece. CCOHS, “MMH - Layouts for Storing”

Se um item for utilizado em mais de um cômodo, comece pelo local onde ele é usado com mais frequência ou onde levá-lo de um lado para o outro gera mais incômodo. Se o item transita com frequência entre ambientes, dê a ele um lugar portátil bem definido, como uma pequena cesta com alça, e decida onde essa própria cesta deve ficar. Essa é uma escolha prática baseada no uso real, e não uma regra de que todo objeto precisa de um recipiente exclusivo.

Seção 2

Deixe a frequência definir qual local ganha prioridade

Os locais de armazenamento variam em termos de conveniência. Mantenha os pertences usados com mais frequência nos espaços mais fáceis de alcançar, perto de onde são utilizados. Itens usados apenas de vez em quando podem ficar um pouco mais distantes; itens sazonais ou raramente utilizados podem ocupar locais mais altos, mais baixos ou menos acessíveis, desde que continuem fáceis de localizar e seguros de retirar.

Essa é uma forma prática de aplicar orientações ergonômicas sem transformar regras de locais de trabalho em imposições rígidas para a casa. A Universidade Nacional Australiana orienta colocar itens de trabalho pesados e frequentemente usados em áreas mais acessíveis, reservando áreas mais altas ou baixas para itens menores, mais leves ou de uso esporádico. Os detalhes de uma casa são diferentes, mas a lógica fundamental permanece: guarde as posições convenientes para o que você usa sempre, considerando o peso e o manuseio seguro. ANU, “Safe storage principles”

Por exemplo, se você usa um determinado utensílio de cozinha quase todos os dias, uma gaveta próxima ou um suporte sobre a bancada pode ser mais prático do que uma prateleira alta do outro lado da cozinha. Já uma travessa usada poucas vezes no ano pode ocupar um armário menos central. Se uma prateleira for difícil de alcançar ou se um item for pesado, escolha uma posição acessível e mais segura ou peça ajuda para movê-lo; a conveniência não deve depender de esforços arriscados ou de subir em banquetas.

Seção 3

Verifique quem precisa usar e guardar o item

Um local só funciona se as pessoas que utilizam o item conseguirem alcançá-lo e entenderem onde guardá-lo de volta. Considere a altura, o alcance dos braços, portas, tampas e se outro objeto bloqueia a passagem. O CCOHS adverte que uma altura de armazenamento conveniente para uma pessoa pode ser alta ou baixa demais para outra, e recomenda levar em conta todos que têm acesso à área de armazenamento. CCOHS, “MMH - Layouts for Storing”

Para itens compartilhados, escolha um ponto que a maioria dos usuários consiga acessar com conforto. Se as pessoas da casa costumam largar um objeto em outro lugar de forma recorrente, observe esse comportamento antes de decidir se o local de retorno está mal posicionado. Uma cesta baixa e aberta perto de onde os brinquedos são usados, por exemplo, pode ser bem mais acessível para várias pessoas do que uma caixa com tampa guardada no alto. A escolha exata depende das pessoas e do espaço.

Indique o destino com clareza e em linguagem simples: “a gaveta da esquerda ao lado do fogão” é bem mais útil do que “em algum lugar da cozinha”. No caso de organizadores cujo conteúdo não seja evidente, uma etiqueta curta ajuda a sinalizar o que vai ali. Um artigo da Extensão da Universidade Estadual da Pensilvânia sobre organização de espaços infantis recomenda etiquetar recipientes tanto com o conteúdo quanto com o local de origem; esse princípio de espaço compartilhado pode ser perfeitamente adaptado para o lar. Penn State Extension, “Clean, Uncluttered Space”

Seção 4

Agrupe os itens pela tarefa que eles atendem

Itens usados juntos costumam ser mais fáceis de achar e guardar quando compartilham uma área de armazenamento próxima. Mantenha um pequeno kit de costura junto, por exemplo, ou coloque xícaras medidoras ao lado de outros utensílios usados no preparo de receitas. O objetivo não é juntar tudo o que pertence a uma mesma categoria ampla, mas sim tornar a próxima tarefa mais direta.

As orientações de organização da Extensão da Universidade Estadual de Utah sugerem agrupar itens semelhantes para só então definir um lugar definitivo para o que sobrou. Aplicada depois da decisão de manter o item, essa ideia oferece uma sequência lógica: agrupar por uso, identificar um local adequado e, somente se necessário, escolher um recipiente para o grupo. USU Extension, “Ask an Expert: Spring Clean Your Life – Less Is More”

O agrupamento deve caber no espaço disponível de verdade. Se uma gaveta não comporta todos os utensílios sem emperrar ao fechar, separe por atividade ou frequência: os utensílios de uso diário na gaveta mais próxima e os acessórios eventuais de confeitaria em outro armário. Mantenha a divisão simples o bastante para que qualquer pessoa saiba onde o item deve ficar sem precisar memorizar um sistema complicado.

Seção 5

Use os espaços existentes antes de comprar organizadores

Antes de comprar cestos, prateleiras ou divisórias, teste as opções de armazenamento que você já tem. Uma gaveta, prateleira, gancho ou cesto aberto pode ser suficiente. A Extensão da Universidade Estadual de Utah ressalta especificamente que, depois de reduzir os pertences, recipientes adicionais podem nem ser necessários. USU Extension, “Ask an Expert: Spring Clean Your Life – Less Is More”

Compre ou reaproveite um recipiente apenas quando ele resolver um problema perceptível: peças pequenas que se espalham, itens que precisam ser transportados juntos ou prateleiras que exigem delimitações mais nítidas. Compare as dimensões do recipiente com o espaço real de armazenamento e com os itens que serão colocados nele. Ele deve ser fácil de acessar e guardar, sem ser grande a ponto de ocupar o espaço necessário para realizar a tarefa.

Em casas pequenas, utilize os locais de difícil alcance para o que você não precisa sempre e deixe os itens de uso contínuo na parte da frente. A Extensão da Universidade Estadual de Utah dá este exemplo para o armazenamento de alimentos: coloque os suprimentos menos acessíveis no fundo e a comida de uso frequente à frente. A mesma lógica vale para outros objetos da casa, embora itens com exigências específicas de conservação devam seguir as instruções do fabricante. USU Extension, “Food Storage Possible in a Small Space”

Seção 6

Teste o local durante a rotina habitual

Um local pode parecer muito inteligente na teoria e ainda assim se mostrar incômodo no dia a dia. Experimente guardar o item logo após utilizá-lo na rotina. Observe se você precisa atravessar o cômodo, afastar outros objetos, abrir vários recipientes ou lembrar de um lugar pouco intuitivo. Essas observações mostram o que precisa ser ajustado.

Faça uma checagem rápida para cada item ou grupo de itens:

Ele está guardado perto de onde costuma ser usado?

O local está ao alcance das pessoas que o utilizam?

É possível pegar e guardar o item sem ter de tirar uma pilha de outras coisas da frente?

A facilidade de acesso reflete a frequência com que o item é usado?

Outra pessoa consegue identificar onde ele deve ser guardado?

Se a resposta para várias dessas perguntas for não, aproxime o local da atividade, simplifique o recipiente ou deixe o destino mais claro. Se o espaço pretendido estiver lotado, redistribua os itens vizinhos por uso e frequência em vez de forçar o novo grupo em um local saturado. Você pode reajustar o local após observar a rotina; definir um lugar é uma decisão prática, não um compromisso definitivo.

Seção 7

Uma sequência simples para definir os lugares

Organize uma pequena área de cada vez. Reúna os pertences que você já decidiu manter naquele ambiente e identifique onde cada um é usado e com que frequência. Coloque os itens de uso diário em locais convenientes e acessíveis; agrupe itens relacionados onde a tarefa acontece; e destine o que é usado esporadicamente a pontos secundários. Identifique compartimentos compartilhados ou opacos quando uma etiqueta for útil e só recorra a organizadores extras para solucionar uma dificuldade específica de acesso ou agrupamento.

O resultado é um conjunto de locais de retorno alinhado ao modo como as pessoas da casa realmente usam seus pertences. Quando um item insiste em ficar fora do lugar definido, encare isso como um sinal: o local, o recipiente ou a rotina podem precisar de ajustes. Escolha um lugar compatível com o uso real, o alcance físico e o compartilhamento no dia a dia, permitindo que a experiência cotidiana oriente as próximas mudanças.

Leituras relacionadas

Continue explorando o tema