Como ser você mesmo em situações sociais, com menos constrangimento e nervosismo
Ser você mesmo em um encontro comum não exige virar a pessoa mais divertida da sala. Leve um detalhe recente e verdadeiro, um interesse sobre o qual gosta de conversar e um plano realista para ir embora. Durante a troca, escute antes de escolher uma pergunta ou contribuição. Você pode admitir que não conhece um assunto e manter detalhes particulares em reserva. A preparação reduz o que seria preciso inventar na hora, sem exigir uma conversa completamente livre de pausas.
Preparar assunto, não uma apresentação
Antes de sair, lembre de algo pequeno que realmente fez: testar uma receita, ler um trecho interessante ou descobrir outro caminho para passear. Escolha um tema que possa desenvolver, mas também mencionar brevemente. Não precisa transformar uma conquista profissional ou experiência incomum em um cartão de visita impressionante.
Confira também o formato do encontro e seu horário de saída. Conversar em pé pede uma abertura diferente de fazer uma atividade manual em conjunto. No primeiro caso, o lugar oferece assunto; no segundo, você pode perguntar sobre os materiais à frente. Se precisa sair às nove, organize a volta antes de chegar, em vez de procurar uma história para encerrar depois.
Começar por algo concreto do ambiente compartilhado
Perguntar se alguém já conhece o local ou o que pretende fazer com determinada cor permite uma resposta curta ou detalhada. Um artigo de um linguista da Universidade de Sydney recomenda curiosidade pelo que a outra pessoa sabe e pontos em comum adequados àquele interlocutor. Usamos essa sugestão específica sem afirmar que ela elimina todo momento constrangedor.
Evite fingir familiaridade apenas para parecer natural. Se alguém mencionar uma música que não conhece, diga que ainda não ouviu e pergunte como a descobriu. A falta de conhecimento assumida com honestidade oferece informação útil. Concordar com a cabeça sem parar pode deixar você sem algo verdadeiro para acrescentar quando o assunto fica mais específico.
Acompanhar um detalhe antes de mudar o tema
Se a pessoa contar que foi a uma exposição no fim de semana, pergunte qual obra chamou sua atenção antes de passar para profissão, bairro ou viagens. Um relato de pesquisa da própria autora, publicado pela Harvard Business School, diferencia essas perguntas de acompanhamento das mudanças de tema e das perguntas simplesmente devolvidas. O ponto útil é prestar atenção ao detalhe, não alcançar uma quantidade que faça alguém gostar de você.
Deixe espaço também para sua contribuição. Pode comentar uma observação recente sobre a iluminação de exposições e perguntar como a obra mencionada estava apresentada. Compartilhe algo real antes de convidar a continuação. Se as respostas ficarem curtas, permita uma pausa em vez de transformar perguntas abertas em uma entrevista contínua.
Fazer um pequeno reparo quando houver um tropeço
Se confundir um nome, peça desculpas brevemente e pergunte de novo. Se interromper, pare e convide a pessoa a terminar. Quando não souber o que dizer, tome um gole de água, observe a atividade compartilhada e escolha continuar ou mudar de assunto. Não precisa anunciar que não sabe conversar.
O guia da Universidade Duke sugere ouvir antes de entrar em um grupo e participar em uma pausa natural. Você também pode perguntar se pode se juntar. Se o momento não oferecer espaço, vá para outro lugar. Uma tentativa fora de hora não é informação suficiente para concluir a opinião geral do grupo sobre você.
Deixar sinceridade e privacidade conviverem
Ser natural não significa revelar tudo. Se uma pergunta atingir um detalhe que não deseja contar, diga que prefere manter essa parte privada e ofereça um tema que queira compartilhar. Uma mudança verdadeira de assunto não precisa de uma história inventada para esconder a anterior.
Gostos diferentes não precisam formar lados opostos. Você pode explicar que prefere um ritmo mais lento e continuar interessado em um aspecto da experiência relatada. Expressar seu gosto não exige convencer o outro a adotá-lo. A conversa pode ser interessante sem terminar em preferências iguais.
Encerrar quando a troca tiver um conteúdo completo
Duke também recomenda sair com educação em uma pausa e combinar a razão apresentada com a ação real. Se vai buscar uma bebida, diga e vá buscar. Se vai para casa, agradeça pela conversa e se despeça, sem fingir uma ligação urgente.
Se quiser manter contato, proponha um próximo passo pequeno e voluntário, como enviar o nome do livro citado. Trocar contatos é opcional. A duração da conversa não é uma nota. Uma contribuição verdadeira, uma pergunta atenta e um final claro já podem formar um encontro completo; a familiaridade seguinte depende da vontade das duas pessoas.
