Como Restaurar Agentes e Verbos em Textos Aperfeiçoados por IA
Quando uma edição transforma uma ação em um substantivo abstrato, revise a frase identificando o que aconteceu e quem — se houver alguém — o texto original diz que praticou a ação. Em seguida, reformule a ação como um verbo apenas se isso mantiver o agente, o objeto, o escopo, as condições e o grau de incerteza originais intactos. Se o agente for desconhecido, mantenha-o desconhecido; se o substantivo trouxer um sentido útil, mantenha-o. O objetivo é tornar a frase mais fácil de acompanhar sem adicionar fatos nem alterar a afirmação feita.
O que significa transformar uma ação em um substantivo?
Uma nominalização é um substantivo derivado de, ou estreitamente relacionado a, uma ação ou qualidade: *decidir* torna-se *decisão*, *aprovar* torna-se *aprovação*, e *falhar* torna-se *falha*. Esses substantivos podem tornar a frase menos direta quando substituem uma ação concreta e exigem verbos ou expressões adicionais para transmiti-la. Por exemplo, “A equipe tomou a decisão de adiar o lançamento” pode se tornar “A equipe decidiu adiar o lançamento”. A segunda versão nomeia o mesmo agente, a mesma ação e o mesmo objeto de forma mais direta.
Mas um substantivo não é automaticamente um problema. “A decisão foi difícil” pode estar tratando da decisão como uma coisa ou resultado, e não descrevendo o ato de decidir. Editá-la para algo como “Alguém decidiu dificilmente” distorceria o sentido. O [guia de concisão do Writing Center da UNC](https://writingcenter.unc.edu/tips-and-tools/conciseness-handout/) também trata a concisão como uma escolha: mantenha a formulação quando ela servir à ênfase ou ao ritmo. Use o substantivo quando o leitor precisar do conceito, do resultado ou do processo em si.
Encontre a ação antes de escolher uma nova frase
Leia a frase e pergunte-se: qual evento, decisão ou mudança ela descreve? Identifique o termo de ação oculto no substantivo e, em seguida, determine seu objeto ou resultado. Por exemplo:
A revisão da candidatura foi concluída na sexta-feira.
A ação é *revisar*. A frase identifica o que foi revisado, mas não quem realizou a revisão. Ela também informa o momento de conclusão. Uma revisão segura, caso o original não nomeie um revisor, é “A análise da candidatura foi concluída na sexta-feira” ou “A candidatura foi revisada na sexta-feira”. A última opção é mais curta, mas não identifica um agente. Não a reescreva como “A equipe revisou a candidatura na sexta-feira”, a menos que a fonte realmente diga que a equipe fez isso.
Essa distinção é importante porque a voz passiva e a nominalização são problemas de edição correlacionados, não termos intercambiáveis. Em uma frase passiva, o receptor de uma ação assume a posição de sujeito; uma ação também pode ficar oculta dentro de um substantivo. O [guia sobre voz passiva do Writing Center da UNC](https://writingcenter.unc.edu/tips-and-tools/passive-voice/) explica que a voz passiva pode ser adequada e que o verbo “ser” por si só não torna uma frase passiva. Diagnostique a frase real antes de alterá-la.
Restaure um agente apenas quando o trecho der suporte a isso
Utilize esta breve sequência de decisão:
O [guia de redação em linguagem simples do Digital.gov](https://digital.gov/guides/plain-language/writing) recomenda a voz ativa quando ela esclarece quem deve fazer o quê. Esse é um teste útil, não uma ordem para tornar todas as frases ativas: mencione uma pessoa ou organização apenas quando o texto der suporte a isso e quando nomeá-la ajudar os leitores a entender a responsabilidade.
Preserve a afirmação durante a revisão
Compare a frase original e a proposta em cinco pontos: **agente, ação, objeto, escopo e condições**. Mantenha também as negações e incertezas. Se a fonte diz que uma recomendação *pode reduzir atrasos*, não mude isso para “A recomendação reduz atrasos”. Essa edição eliminou a incerteza e tratou um resultado como fato comprovado. Se a fonte diz “a recomendação”, não introduza sutilmente “a revisão” ou “a alteração”; esses termos podem se referir a um objeto diferente.
Uma verificação prática é perguntar se alguém poderia usar a revisão para identificar uma pessoa diferente agindo, um objeto diferente sofrendo a ação ou um resultado mais forte. Se for o caso, restaure os limites originais. Se a frase original for ambígua, não a resolva com suposições. Mantenha a ambiguidade visível ou sinalize-a para o responsável pelo texto original, que poderá confirmar o sentido pretendido.
Use um registro ilustrativo para identificar detalhes inventados
Considere um trecho hipotético de origem: “Recomenda-se uma revisão do rascunho antes da divulgação”. O trecho não nomeia nenhum revisor, não diz se a revisão já ocorreu e traz uma recomendação de revisão. Uma reescrita enganosa seria: “A equipe de comunicação deve revisar o rascunho antes da publicação”. Isso adiciona um agente, transforma uma recomendação em uma obrigação e troca “divulgação” por “publicação”.
Uma opção que preserva o sentido é: “O texto recomenda revisar o rascunho antes da divulgação”. Isso transforma *revisão* em verbo, mas não afirma que alguém o tenha feito. Se o texto ao redor discutir recomendações como itens em uma lista, “Recomenda-se uma revisão do rascunho antes da divulgação” pode ser mais claro no contexto. Manter o substantivo é uma decisão editorial acertada quando protege o significado.
Faça uma checagem final de sentido, não uma meta de contagem de palavras
Leia a frase revisada lado a lado com a original. Verifique se cada agente aparece no texto de origem, se cada verbo expressa a mesma ação e se cada objeto e modificador permanece vinculado à afirmação correta. Conserve substantivos técnicos quando eles nomearem um processo ou conceito definido; preserve a voz passiva quando o agente for desconhecido, irrelevante ou adequadamente omitido. Se a edição ficar mais curta, mas menos precisa, reverta a alteração.
Uma revisão útil torna a ação mais fácil de visualizar, ao mesmo tempo em que preserva os limites das evidências. Isso significa restaurar um agente quando o texto identifica um, manter o agente desconhecido quando ele não o faz e conservar substantivos que carregam sentidos que a forma verbal perderia.
